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(Imprensa Libanio da Silva entre outras, Lisboa, 1952 a 1953 ). In-4º Conjunto formado por 13 brochuras de 8 páginas cada, ilustradas e preservadas numa cartolina dobrada ao meio, impressa serigraficamente, numeradas de 1 a 19 (com falhas dos números 7 a 12 e 20). Cremos que apenas se publicaram 20 números, entre Março de 1952 e Junho de 1953.
Conjunto da TIRAGEM ESPECIAL LIMITADOS A 30 EXEMPLARES, impressos em papel de qualidade superior, numerados (todos levam o nº 20) e AUTOGRAFADOS pelos artistas expostos na galeria.
As assinaturas autógrafas constantes no conjunto são de: Almada Negreiros, Fernando Lemos, Carlos Botelho, Cândido Costa Pinto, Júlio Pomar, Lima de Freitas, José Augusto-França, Júlio Resende, António Pedro, Valadas Cordiel, Jorge Oliveira e Hansi Stael.
CONJUNTO VALIOSO E DÍFICIL DE REUNIR.
Interessantes catálogos ilustrados que documentam as exposições individuais de alguns dos mais famosos artistas plásticos da época como Almada Negreiros, António Dacosta, Carlos Botelho, Júlio Pomar, António Pedro, Cândido Costa Pinto, Fernando Lemos, Sarah Afonso, Júlio Lima de Freitas entre muitos outros.
Do entusiasmo resultante da exposição de 1952 (Fernando Lemos, Marcelino Vespeira e Fernando Azevedo) na Casa Jalco em Lisboa, é criada a Galeria de Março, surgida em Março de 1952, inicialmente dirigida por Fernando Lemos e José-Augusto França, cuja direção deixara quando Lemos partiu para o Brasil. A galeria era propriedade do publicitário Manuel das Neves e teve duas sedes sucessivas: na Avenida António Augusto de Aguiar e na Rua D. Pedro V, em Lisboa.
A galeria abre com uma exposição de Almada Negreiros para dar visibilidade a um vasto leque de autores não académicos: os neorrealistas como Júlio Pomar e Lima de Freitas, a surrealistas como António Pedro, António Dacosta, ou abstracionistas como Fernando Lanhas e Jorge de Oliveira. Sarah Afonso, Edgar Pillet, Carlos Botelho, José Júlio, João Hogan, Júlio Resende, Eurico Gonçalves, Menez são outros artistas que expuseram na galeria. " ... Este espaço, embora importante no esforço que fez para a divulgação do abstraccionismo, ora emergente, foi de vida breve (1952-1954), como o tinham sido a pioneira “UP” (1932-1936), de António Pedro e Tomás de Melo (Tom), a primeira galeria de arte moderna em Lisboa, e mais tarde a “Stop”, no início dos anos quarenta. ..:" (CAM, FCG).