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Na Officina de Vicente Alvares, Lisboa, 1611. in-8º de (7)-130 ff. Encadernação séc. XVIII, inteira de carneira, decorada nas pastas com bonito efeito simétrico à custa de finos e controlados salpicos de soda cáustica (técnica antiga). Lombada com 5 casas abertas, decorada a ouro e rótulo de pele cor de mel, também com dizeres dourados. Aparo marginal muito ligeiro, mantendo boas margens, restauros e trabalho de traça marginal, sem afectar mancha tipográfica. Restauro na última folha com pequeno fragmento texto reproduzido por fototipia (séc. XIX ?). Última página com rubricas de posse coeva e carimbo a óleo de extinta biblioteca antiga. trabalho de traça no festo, sem prejuizo da mancha tipografia, entre a folhas 118 e 129. Apesar dos defeitos apontados, bonito exemplar de um livro de grande raridade.
Última página com uma bonita xilogravura representando a estigmatização de S. Francisco.
É considerado um clássico da literatura de viagens portuguesa e muito importante relato da viagem de regresso da Índia até à Ilha de Chipre,ocorrido entre 1605 e 1606. Constitui a obra um repositório de descrições de índole etnográfico, histórico e religioso. O livro foi dedicado à Rainha de Espanha e de Portugal, Dona Margarida de Áustria, e é considerado um clássico da literatura de viagens portuguesa.
Segundo Inocencio, " ... este livro é escripto com elegancia, boa ordem, e varia erudição, principalmente historica e geographica ...". No capítulo 22º, o autor promete uma segunda parte da obra que não chegou a ser publicada.
Ávila Perez, 7038 (exemplares da maior raridade)
Brunet (ed. 1843) IV, p 193 ( ... cet ouvrage est devenu fort rare ... )
Conde de Ameal, 2166 (Livro interessante e de muito merecimento a varios motivos: incluido na lista dos nossos livros antigos considerados clássicos, e por isso duplamente estimado, mesmo até no estrangeiro. Edição primeira a mais prezada dos bibliofilos. Os exemplares são presentemente MUITISSMO RAROS.)
Inocêncio, III-124 (esta edição é desde muitos annos tida em conta de rara)
Monteverede, 4884 (raríssimos)
Ernesto SOARES (História da Gravura Artística, Tomo I, p.382, 1375)