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Coimbra Editora, Tipografia do Carvalhido, Coimbra e Porto, 1962, 1963, 1968. Três numeros de in-4º de 46, 81-(4) e 94-(2)págs. Brochado em excelente estado de conservação.
É a colecção completa destes "cadernos" de poesia onde colaboraram César Oliveira, Ferreira Guedes, Francisco Delgado, Margarida Losa, Rui Namorado, António Manuel Lopes Dias, Eduardo Guerra Carneiro, José Carlos de Vasconcelos, Manuel Alegre, Rui Namorado, António Manuel Lopes Dias, Armando da Silva Carvalho, Fernando Assis Pacheco, Fernando Miguel Bernardes, Luís Guerreiro, Luís Serrano e Manuel Alberto Valente.
Na opinião de Fernando J. B. Martinho, num recorte de jornal que pudemos resgatar mas não conseguimos identificar (V.M. de 22/XI/1968) a respeito dos poetas incluídos no terceiro número deste periódico, diz-nos: " ... não são amadores, sabem todos muito bem o que fazem. Praticam todos eles, mais ou menos, uma poesia correcta sem falhas gritantes. Têm «métier». Repito: não são amadores. Sabem como construir um poema, como levar a água ao seu moinho. Não há neles nenhuma da ingenuidade que havia no primitivo neo-realismo. Talrez isso também não seja um bem assim tão grande como à primeira vista parece. Mas adiante... Só com muito boa vontade, porém, se poderá ver em «Poemas Livres» a via ideal para a jovem poesia portuguesa. A abdicação de uma maneira pessoal (apesar de todas as atenuantes) está a custar um preço muito elevado aos nossos novos poetas. Régio pode estar enganado em muita coisa, e difícil é, muitas vezes, aceitar o tom académico e dogmático de que reveste as suas afirmações, mas há uma coisa em que está cheio de razão: quando exige uma visão pessoal, quando se recusa ao nivelamento. E há muita gente que não lhe perdoa isso ..."
Raro conjunto, em especial quando se faz acompanhar do número 3, publicado 5 ano após o segundo.