A sua lista de compras está vazia.
Na Offic. Patriarcal de João Procopio Correa da Silva. Lisboa, 1802. In-8º de 222 págs. Encadernação coeva, inteira de carneira com dizeres simples dourados na lombada. Rúbrica de posse antiga no frontispício, algumas folhas com ligeiro foxing. Papel de boa qualidade, gramagem superior, conferindo um a sonoridade saudável quando manuseado.
Bonito exemplar, bastante raro com 6 canções, 14 epístolas, 4 odes anacreonticas, e outras pequenas peças.
Exemplares na BNP e Biblioteca Municipal de Elvas.
Inocêncio II, 437.
Francisco Manuel Gomes da Silveira Malhão (1757-1816) Advogado, poeta arcádico e fabulista. Fez estudos particulares de Latim e Música entre as vilas de Obidos, Pombal e Torres Vedras e de Retórica e Filosofia num colégio de Mafra. Em 1782 ingressou na Universidade de Coimbra, concluindo o curso de Jurisprudência em 1789, após o que começou a exercer a advocacia. Seria, porém, menos como estudante do que como compositor, cantor e tocador de modinhas e cançonetas, muitas vezes improvisadas, que desde a juventude se revelaria. Trata-se de uma poesia entre o sentimental e o satírico, com referências ora à vida escolar, ora à vida amorosa. E ainda autor de diálogos críticos e traduções, nomeadamente das Odes de Anacreonte. Era irmão de António Gomes da Silveira Malhão, cujos poemas publicou juntamente com a edição da sua própria Vida e Feitos — obra autobiográfica e antologia de seus textos em prosa e em verso, que, por outro lado, dá a conhecer uma visão quixotesca do amor. Usou por vezes o pseudónimo de António Castanha Neto Rua, ao passo que o poema A Vaidade Ridícula é subscrito por José Rafael da Silveira Pequenito. (in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. I, p. 571, Lisboa 1991
Francisco Manuel da Silveira Malhão filho de Dr. Agostinho Gomes da Silveira e de Maria da Conceição Dinis Malhão. Francisco Manuel da Silveira Malhão foi o primogénito de uma prole de 12 filhos. Nasceu em Óbidos, muito provavelmente na Quinta da Pegada, no ano de 1757. Francisco ficou célebre pela participação em festas e folguedos na sua juventude, só se matriculando no curso de Leis da Universidade de Coimbra em 1783. Após a conclusão do curso em 1789, estabeleceu-se como advogado em Óbidos. Desencadeado pelo capitão Brito Pegado, contra ele correu um processo no Desembargo do Paço, por causa de uma discussão sobre a venda de carne no açougue da vila. Casou com Josefa Margarida de Oliveira e Gama em 1791, de cujo enlace nasceram 4 filhos. Terá falecido entre 1809 e 1814. Em termos literários, dedicou-se à poesia sentimental e humorística, a traduções, a prosas e a diálogos de crítica. Na sua obra, denota-se a influência da Nova Arcádia, havendo notícia de que manteve amizade com Barbosa du Bocage.