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Typographia Rangel, Bastorá, 1898. In-8º de (7)-245-(1) págs. Encadernação modesta meia inglesa em skivertex azul, com dourados desvanecidos na lombada. Rúbrica de posse na primeira página de poemas e no final da obra. Aparo generalizado e sem capas de brochura.
Obra em edição original (não se conhece outra edição) de raro aparecimento no mercado, e impressa para a Comissão Comemorativa do Centenário da Índia. Constitui um livro de mandós (canções da terra) trasladados pelo autor para portugês " ... com toda a fidelidade de linhas e de contornos, para que não se perdesse a simplicidade nativa e orginal ..." e escritos quando tinha 20 anos de idade.
Floriano Barreto (1876-1904) pertence à geração de poetas goeses que escreveram entre a última década do século XIX e as primeiras duas décadas do século XX animados por uma apologia à literatura goesa do passado, a que Bragança Cunha chama de «sentimento indiano» e «sensibilidade indiana». Segundo Chiovetto & Garmes, " ... ele pertence ainda a um movimento de escritores da busca selectiva do que foi deixado de lado com a colonização lusitana, que perdurou até meados de 1850, e que alguns críticos chamam dse indianismo de Goa designação inspirada no indianismo brasileiro de Gonçalves Dias, José de Alencar, entre outros, que associaram a identidade indígena à origem da identidade nacional brasileira. No caso de Goa, que jamais se constituiu em uma nação independente, o indianismo se revelou como uma forma de nativismo, que valorizava a especificidade da identidade goesa frente à identidade da metrópole portuguesa e de outras regiões coloniais do império português ...". (Vitória CHIOVETTO & Helder GARMES, in Metalinguagens, 2021, v. 8, n. 4, Dezembro de 2021, p. 97-115)
" Floriano Barreto nascido em Margão finou-se no Porto na frescura da mocidade, apenas com 28 anos. A pequena obra que deixou, consta dum volume, intitulado Falenas, feixe de peças que abrangem vários temas. Mais descritivo e verbalista do que lírico, Floriano Barreto sobressai todavia pela suavidade de rima embora a forma dos seus versos revista de quando em quando artificialismo e monotonia. No poema que consagra à Bailadeira da India deplora, em inertes alexandrinos, a miserável condição em que a infeliz se arrasta.".(CRISTO, Manuel Filinto Dias - Esboço da história da literatura indo-portuguesa. Bastorá, 1963).
Outra bibliografia/referência na revista O OCCIDENTE, 22º ano, nº 730 (10 de Abril de 1899).