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Na Regia Officina Typographica, Lisboa, 1801 (e Typ. de Antonio José da Rocha, Lisboa, 1836). In 8º de 3 vols com 231-(1), 222-(1) e 126 págs. respectivamente. Encadernação coeva inteira de carneira com rórulos de pele vermelha dourados com dizeres. O 3º volume publicado 35 anos depois, tem formato e encadernação distinta, inteira de pele mosqueada, e rótulo pele vermelha na lombada. Ex-libris de Gerrit Komrij. Rótulos de ordem de biblioteca no pé dos dois primeiros volumes.
Obras bem impressas em bom papel incorpado e muito bem conservados. Ligeiro aparo marginal, estando o 3º volume por aparar, com as grandes margens desencontradas. Primeiro volume com finíssimo furo provocado por xilófago exclusivo das cinco primeiras folhas.
Sobre Nicolau Tolentino de Almeida, diz-nos Almeida Garrett no Parnaso Lusitano, tomo I, p. lxiij " ... Nicolau Tolentino é o poeta eminentemente nacional no seu género: Boileau teve mais força, mas não tanta graça como o nosso bom mestre de rhetorica. E de suas satyras ninguem se póde escandalizar; começa por casa, e primeiro se ri de si antes que zombeteie com os outros. As pinturas dos costumes, da sociedade, tudo é tam natural, tam verdadeiro. Confesso que de todos os poetas que meu triste mister de critico me tem obrigado a analysar, unico é este em cuja causa me dou por suspeito: tanta é a paixão, a cegueira que tenho polo mais verdadeira , mais engraçado, mais bom homem de todos os nossos escriptores ...".
É particularmente RARO a colecção fazer-se acompanhar do terceiro volume (a BNP não tem um exemplar deste terceiro volume) que saiu póstumo, 35 anos depois dos restantes volumes iniciais. Apenas Inocêncio (VI, 291 que dedica várias páginas ao autor) e Pinto de Matos (p. 548) refere este 3º volume. Todos os outros bibliógrafos consultados, como Ávila Perez (nº121), Aulo-Gélio (nº3548), Monteverde (nº 5385), Sousa da Câmara (nº42) omitem a sua existência.