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Livraria Bertrand, Lisboa. S/d. (1946). In 8 de 350 págs. Encadernação modesta, coeva, meia inglesa em estopa, com rótulo dourado com dizeres, sobre percalina azul na lombada. Carimbo de posse com nome do destinatário da dedicatória, na folha de guarda e de rosto. Aparo generalizado, sem capas de brochura. Exemplar muito limpo, muito fresco.
Apresenta uma expressiva dedicatória autógrafa na página de ante-rosto.
Primeira edição deste livro de crónicas (o primeiro de um conjunto de três outros títulos: Geografia Sentimental, Homem da Nave e Arcas Encoiradas) que toma como referência e palco a povoação de Soutosa, ao tempo isolada e desconhecida do país, constituindo " ... um políptico de largo espectro, abrangendo a antropologia e sociologia rural, desenvolvido a partir do conhecimento directo dos sítios e das pessoas, bem como do repositório de memórias e tradições orais que Aquilino compreendia como poucos, e que, ainda hoje, continuam subjacentes no cerne estrutural do homem português...".
ALDEIA foi o primeiro dos quatro livros que integram, de forma autónoma, um conjunto de crónicas, evocações e episódios referentes à história e à geografia humanas das "Terras do demo", teve como origem desta série de livros, os artigos de fundo que foram escritos sucessivamente para O Jornal do Comércio e O Século. Para sublinhar o ambiente geográfico e histórico, em torno do qual o livro se desenvolve, o autor introduziu nele duas novelas curtas, de grande densidade narrativa e acção dramática, respectivamente "O Capitão Mor de Pêra e Peva" e "O Bom Abade de Pêra e Peva", que se inscrevem entre os melhores e mais assinaláveis momentos da prosa aquiliniana.