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Na Officina de Manoel Soares (I. parte) / Na Officina de Domingos Rodrigues (II. parte), 1753 (ambas as partes) , 2 partes [livros I e II + III e IV] enc. em 1 volume, Lisboa 1753. In-8º de 168(parte I) -118 (parte II) -266 (parte III e IV) págs. Encadernação coeva inteira de pergaminho mole. Faltam as XXVIII páginas preliminares da primeira parte. Restante texto completo. Frontspício com tira de papel colado (restauro antigo?).
O exemplar que se apresenta tem apenas a indicação de ter sido impresso na oficina de Domingos Rodrigues (as outras edições apontadas, vem indicação de Luiz Moraes como sendo o impressor). Entre as partes II e III vem uma Adevrtencia aos Leitores que declara estar a sair a publico a Restauração de Portugal Prodigioso I, II e III. Esta característica não é refereida por nenhum das bibliografias consultadas.
Miolo muito bom estado de conservação, ligeira acidez marginal.
Exemplar da edição de Monteiro de Campos.
Azevedo Samodães, 1972
Inocêncio V, 303 & XVI,48
Inocêncio diz-nos:
" ... Parece que [Luiz] Marinho [de Azevedo] foi um dos redactores das primeiras gazetas publicadas em 1640, segundo uma nota manuscripta que se lia em um numero da Gazeta de 1641 existente na bibliotheca municipal do Porto. (...) Acerca da obra [...] primeira parte da fundação, antiguidades e grandezas da mui insigne cidade de Lisboa, etc., é necessario advertir o seguinte: Ha d’esta obra duas edições totalmente diversas, ambas com a indicação de impressas em 1753, em 4.º Uma d’ellas não tem nome do impressor, e indica simplesmente no rosto: “A custa de Luiz de Moraes, mercador de livros á praça da Palha. Lisboa, 1753”. Com dedicatoria assignada por Luiz de Moraes a el-rei D. José I. A outra tem no frontispício: “Offerecida á fidelissima e augusta magestade de el-rei D. José I por Manuel Antonio Monteiro de Campos, e á sua custa impresso”. A primeira parte, ou tomo, é impressa em Lisboa na officina de Manuel Soares, 1753; e a segunda parte impressa tambem em Lisboa por Domingos Rodrigues, 1753. Note-se que a dedicatoria a el-rei, assignada por Manuel Antonio Monteiro de Campos é sem a menor alteração a mesma que na outra edição se lê com a assignatura de Luiz de Moraes. Note-se igualmente que as licenças para a impressão da publicada por Monteiro de Campos tem as datas de maio e junho de 1753; e as da que publicou Moraes são datadas de setembro do mesmo anno. E, todavia, é esta ultima que se declara [erradamente] no frontispicio: “Segunda edição correcta e emendada”. A outra não tem declaração alguma, parecendo aliás que saíu primeiro (...) Innocencio possuía um exemplar da edição de Monteiro de Campos. O conselheiro Figanière e Teixeira de Vasconcellos possuiam exemplares da de Moraes. Foi este ultimo escriptor e illustre jornalista, um dos primeiros bibliophilos em notar as differenças das duas edições. ...".