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Edição do autor, Coimbra (Tipografia Loyo), 1961. In-8º de 26 págs. Brochado. Tiragem muito limitada, a 250 exemplares.
Emboa com o subtítulo de Notas para a História ... , trata-se na realidade de um trabalho com elevado interesse para a História da Xilogravura (e consequentemente do Livro) em Portugal, sendo poucos os títulos disponíveis em torno desta matéria, além os de Ernesto Soares e os de Monsenhor Nunes Pereira. Apresenta no final uma bibliografia exaustiva de obras do autor.
"... De há certo tempo para cá dei-me ao trabalho agradável de trazer para público notícias relativas a pessoas de família com responsabilidades quer no campo da arte da gravura quer em iniciatívas industriais gráficas - umas e outras ou ignoradas ou injustamente esquecidas. Foi tarefa a que me lancei por motivos em parte, valha a verdade, sentimentais, em parte por hábitos inveterados de quem sempre lidou, embora obscuramente, com assuntos históricos e se preocupou com o esclarecimento de certas particularidades da pequena história prestes a ficarem esquecidas ou, quando muito, a poderem scr alteradas com o tempo. Foram pequenas monografias, publicadas em revistas, de que depois reduzido número de separatas daria vago conhecimento. Dois gravadores em madeira e o fundador duma litografia, e a seguir tipografia, gnoradas ou desconhecidas - foi de quem me abalancei a dar notícia a que, naturalmente, raros prestariam benévola atenção (*). Mas na família, além daqueles dois gravadores em madeira, ainda havia mais outro que o meu amigo e Snr. Ernesto Soares veiu muito amavelmente revelar no inventário que fez há pouco tempo desses artistas que os processos qui-micos vieram destronar (1). Esse gravador, igualmente ignorado e com razão, era eu... Aquele ilustre investigador deixou relacionado o meu nome apenas, com certeza, em homenagem à verdade histo-rica. Debaixo deste aspecto ainda se póde compreender a inclusão; se o encararmos pelo lado do valor dos trabalhos é que se podem levantar objecções ..." .
*) Respectivamente: Albino Caetano da Silva Pinto. Gravador em madeira (1859-1928) na Revista de Guimarães, vol. 59 (1949); Rafael Pimenta, Gravador em madeira (1850-1931) no Instituto de Coimbra, vol. 115 (1952): Uma litografia desconhecida na Miscelanea de estudos da memória de Cláudio Basto (1948); e Uma Tipografia ignorada (em Miranda do Corvo: de 1815-1867) no Arquivo de Bibliografia Portuguesa, vol, 1 (1955).